Uma pedra

Uma pedra

Uma pedra

Por monge Xin Shan

Andando na grama verdejante meus olhos repousaram numa pedra ali como que unida a grama. Pequena pedra marrom, mais pareceu a meus olhos um cristal de tanto que era o brilho da beleza de seu repouso na terra confortada na maciez da grama.

O encanto inundando meu coração revelava a presença do movimento do Tao.  O instante limpou meus pensamentos abrindo um vale vasto de silêncio e canções da felicidade.

Olhando a pedra observei minha estatura como imensa perante ela. Meus dedos a aproximar se mais pareciam montanhas a cobri-la. A minha vista ela apresentava pequenez em proporções e dimensões. Para meu caminho e percurso nenhuma resistência refreadora tinha ela o poder de imprimir.

Embora aquela pedra fizesse parte de meu trajeto, naquele momento nada podia ela fazer para alterar o curso de meus passos. Ameaças não abrigava meus sentimentos quanto a presença da pedra ali posta pelas leis da natureza e seu movimento perene.

Meu olhar parecia surgir dos céus pois que a pedra tão pequenina estava longe em distâncias. Mas na beleza de força equilibradora de minha natureza ausentava se de mim um confronto e conflito com a garbosa pedra.

Só tinha que prosseguir meus passos, lidar com ela de maneira a continuar meu trajeto e planos. A pedra acrescentou me um parar e olhar. Momento presente que pode fazer meus olhos se aprofundarem mais na vida, ao invés de passar egoísta pela superfície das coisas.

O coração ao incluir aquela pedra percebeu algo mais além de mim mesmo.       O ser humano não tem percebido alguém a mais que ele mesmo. E assim como a pequena pedra, a vida das pessoas apresenta lhes problemas que soam como pedras.

A resistência do orgulho e medo no coração torna a pedra tão imensa e definição da vida que os olhos segam na sombra parecendo ser da pedra. Mas a sombra encobrindo a via não vem da pedra e sim dos medos e autocentramento exagerado nos apegos e desconhecimento das raízes nobres da vida na vida.

 

 

Os problemas assim como a pequena pedra aparecem na gramínea da vida e tecem estradas continuas onde os passos inevitavelmente vão encontrar pedras. Tão imensa aparentemente são essas que o ser humano perde a visão da nobre vida humana e sua preciosidade. Como uma fera investe agressivamente de todas as formas uns nos outros, porque não sabem olhar diretamente a pedra com parcimônia.

Assim como minha altura natural era imensa para a pequena pedra os problemas são um pedregulho a frente, não uma montanha. O que faz a imensidão aparecer diante dos olhos são as emoções descontroladas e imaturas.

Na lida com a vida as pessoas deixam se levar por emoções tempestivas que nada acrescentarão em eficiência para soluções. Quando a visão ausenta se da reflexão inteligente a pedra parece imensa e consome a lucides dando espaço para animalidade.

A inteligência pode mostrar que os o problemas não são imensas montanhas. São apenas problemas aparecendo na via, naturalmente como as pedras na estrada fazem parte da natureza. O olhar emocionado dificulta a claridade do sol da sabedoria a revelar a realidade e acalmar o coração.

As tempestades das emoções levam o ser humano a um labirinto de desesperos dolorosos. Acabando por impor essa dor a outros e propagando uma onda de relações enfermiças de amarguras.

É preciso guiar a vida por inteligência discernitiva e evitar emoções segas, frágeis, torpes. O sentimento profundo não é emoção tola e sim inteligência iluminada a florir um caminho de leveza e realizações.

A tempestade deixa em seu rastro destruição, desordem. Dessa mesma forma emoções imaturas deixam as mesmas condições em uma vida humana.               A inteligência não é ausência de sensibilidade. Sensibilidade não é emoção.         É a propriedade do espirito puro no ser humano de perceber mais amplamente, isso é a sensibilidade. Grau de percepção refinado.

A inteligência integra o espirito e o corpo dentro de uma ação equilibrada e em harmonia com o macro. A inteligência do egoísmo despótico não é a real inteligência. Isso é reação tendo por matriz e motivação o medo. A inteligência real não é um instinto de sobrepujar, submeter ou sobrevivência. Sim é um saber aplicado a benefício de todos.

O agora com mais inteligência e menos emoções, proporciona a vida uma oportunidade para ser fértil e produtiva. Pessoas que vivem levadas por emoções são sempre feridas por muito pouco. Temem a tudo, sempre os outros são os responsáveis por seus infortúnios. Não são amigos confiáveis.

Pessoas muito emocionais centram se em si mesmos com gana e dureza feito ferro frio, querem que só a si as coisas atendam. Dependentes, magoados constantemente com a vida seguem com um câncer imenso no coração envenenado a vida ao redor.

Pessoas aprimoradas ou dedicadas ao aprimoramento, são inteligentes e contribuem em larga escala para o bem de todos. Mas a inteligência interior não é saber muitas cosias e sim perceber o que é necessário, entender habilmente os fatos as ocorrências.

A inteligência real nasce da intuição, da adaptabilidade sem violar a integridade psicológica. Encontra o equilíbrio e o tom mais apropriado para lidar com uma dificuldade ou encontrar uma resposta.

Segurança e um coração silenciado são a fonte para despertar a inteligência real. A vida pode ser um caminho fluente como um rio na floresta. Ao encontrar um galho segue simplesmente de outra forma. Não destrói a floresta para tal.